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ROTA DE OURO E PRATA - ARMADORAS
Companhia Colonial de Navegação (CCN)

 

A Companhia Colonial de Navegação (CCN) foi, de todos os tempos mais recentes, a maior empresa de navegação portuguesa. Criada em 1922, como concorrente de outra empresa lusitana, a Companhia Nacional de Navegação (CNN), tinha a CCN a incumbência de fazer a ligação histórica entre a pátria-mãe Portugal e suas colônias então espalhadas pela África.

Naquele mesmo ano, a CCN abriu seu primeiro serviço entre Lisboa e Luanda (Angola) via São Vicente (Cabo Verde) e a Guiné Portuguesa. Mais tarde, a partir de 1930, seus navios prosseguiriam de Luanda, através das águas do Cabo da Boa Esperança, até os portos de Moçambique, também colônia, só que do lado do Oceano Índico.

Foi somente em 1940, com a Europa fervilhando em guerra, e com Portugal como país neutro nesse conflito, que a CCN decidiu abrir uma linha ligando Lisboa ao Brasil.

Naquele ano de 1940, milhares de pessoas procuravam se afastar do continente europeu, onde se espalhavam, cada vez mais, as tristes realidades de um conflito de longa duração e onde Lisboa havia se transformado numa espécie de "saída de emergência", face à qual se comprimiam todos aqueles que procuravam uma passagem marítima, mais ou menos segura, para outros continentes.

Dentro desse estado de coisas, a CCN decidiu aproveitar a demanda de passageiros para aparelhar um antigo transatlântico (o ex-alemão Ypiranga, de 1908), denominado Colonial, para uma primeira viagem entre Lisboa e Santos (via Madeira, São Vicente de Cabo Verde e Rio de Janeiro), transportando quase 2 mil passageiros ansiosos para partir para longe da guerra. Era junho de 1940.

Essa viagem seria logo seguida por outra em agosto, desta vez realizada pelo Serpa Pinto, da mesma empresa. Entre 1940 e 1945, data do fim do conflito, este transatlântico faria outras dez viagens redondas entre Portugal e Brasil, e algumas outras entre Lisboa e Estados Unidos e Lisboa e África Ocidental.

Em 1957 faleceu o fundador e animador principal da CCN, o armador Bernardino Corrêa, e nas viagens que estavam em curso, todos os navios da companhia colocaram a bandeira no mastro de popa (ré) a meio-pau.

Texto: condensação de material publicado nas páginas referentes aos navios