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CULTURA/ESPORTE NA BAIXADA SANTISTA - Ribeiro Couto - BIBLIOTECA NM
Rui Ribeiro Couto (17-A)

Clique na imagem para ir ao índice desta obraUma das obras de Rui Ribeiro Couto é O Crime do Estudante Batista, aqui transcrita em primeira edição digital, a partir do livro publicado em 1945 pela Companhia Editora Nacional (São Paulo - Rio de Janeiro - Recife - Bahia - Pará - Porto Alegre), em segunda edição. A obra faz parte do acervo de Rafael Moraes transferido à Secretaria Municipal de Cultura de Santos e cedida a Novo Milênio pelo secretário Raul Christiano para digitação/digitalização (ortografia atualizada nesta transcrição - páginas 9 e 10):

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O crime do estudante Batista

Ribeiro Couto

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Nota preliminar

Publicado em 1922 por Monteiro Lobato & Cia., este volume d'O Crime do Estudante Batista, assim como o d'A Casa do Gato Cinzento - saído a lume no ano anterior - deve ser considerado como simples trabalho de adolescência. os contos d'A Casa do Gato Cinzento foram escritos entre os dezessete e os vinte anos; os do outro volume, entre os vinte e os vinte e dois.

Não obstante o favor de que gozou desde logo O Crime do Estudante Batista, não me animei a uma segunda edição, porque teria desejado refazer todo o livro, cujas imperfeições a mim mesmo já eram patentes. Passaram-se os anos e cada vez menos me seduzia essa tarefa.

Circunstâncias diversas levam-me a publicar de novo O Crime do Estudante Batista, bem como seis dentre as onze narrativas (as que me parecem menos pueris) d'A Casa do Gato Cinzento.

Se eu escrevesse que esta reedição é feita agora a instância de amigos, estaria dizendo a verdade; prefiro, entretanto, não me refugiar na benevolência e na afeição desses amigos, e confessar que com a idade me sinto eu próprio mais benevolente para com certo ansioso literato, mal saído da adolescência, de pince-nez e topete, enfermo de inexplicáveis nostalgias nos dias de chuva.

Ultimamente, pus-me a fazer alterações, aliás ligeiras e superficiais, no texto de alguns destes contos. Verifiquei que não valia a pena prosseguir. A retocar o retrato, desfigurando uma obra de primeira mocidade, preferi deixar-lhe os traços autênticos, ainda que pálidos pelo curso do tempo, e ingênuos, talvez.

Rio, abril de 1943.

R. C.